23/11/2016

Fátima Bernardes se pronuncia após polêmica sobre enquete do “Encontro”

Fátima Bernardes no "Encontro" (Foto: Reprodução/Globo)
Fátima Bernardes no “Encontro”,
(Foto: Reprodução/Globo)

Fátima Bernardes abriu o “Encontro” desta terça-feira (22) falando sobre a polêmica enquete realizada no programa que foi ao ar na última quinta (17), que questionava se em uma situação de emergência, um médico deveria escolher entre salvar um policial com ferimentos leves ou um traficante em estado grave.

Na ocasião, os convidados do “Encontro”, que estavam lançando o filme “Sob Pressão”, sobre ética médica, fizeram a escolha de priorizar o atendimento ao traficante, na situação em questão. A preferência dos convidados de Fátima, no entanto, geraram muitos comentários nas redes sociais e internautas bombardearam a apresentadora. Até o polêmico deputado Jair Bolsonaro se manifestou.
Nesta terça, junto com o major Ivan Blaz, que é chefe da assessoria de comunicação e porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Fátima se pronunciou sobre o caso dizendo que ela e a equipe de seu programa se surpreenderam com a proporção da repercussão da enquete realizada na semana passada.
A apresentadora explicou que o tema em questão era ética médica. “Os médicos não perguntam quem é a pessoa [que estão atendendo]. Isso faz parte do juramento que fazem. É da profissão. Mas o que deu a entender, pela repercussão nas redes sociais, era que o programa tomou uma posição pelo traficante, em vez da polícia. Jamais faríamos isso em um programa que discute temas relevantes todos os dias. Jamais ficaríamos do lado de quem está fora da lei. Estaremos sempre ao lado da polícia, que trabalha legalmente”, disse.
Do outro lado da polêmica, o major Ivan Blaz afirmou que diversos agentes da polícia se sentiram ofendidos com a enquete do “Encontro”: “De acordo com a ética médica, não há o que discutir, mas quando se pega o pano de fundo de uma crise ética, moral, política e econômica do Brasil, a gente observa que há uma parte do público migrando para o lado dos traficantes. Isso lembra de uma decisão feita há mil anos, em que as pessoas preferiram o Barrabás”.
Na sequência, Fátima disse que “em nenhum momento houve uma escolha em relação ao tráfico em detrimento ao policial”, e comentou sua posição pessoal sobre a questão. “Se eu estivesse entre um policial e um traficante, eu, Fátima, socorreria o policial. Mas não sou médica, não poderia fazer isso. A questão médica não é essa. O traficante em direito a advogado, e nem por isso vamos atacar o advogado em relação ao traficante. Por isso, não vamos atacar o médico por medicar a pessoa que mais precisa”, disse.
PORTAL JORGE GONDIM

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