25/04/2017

“Ele legalizou a droga para mim” diz filho de Pablo Escobar a Danilo Gentili

25/04/2917🌐Jorge Gondim
No programa The Noite desta segunda, 24 de abril, Danilo Gentili recebe Juan Escobarfilho
do famoso chefe do narcotráfico colombiano Pablo Escobar. Ele fala sobre a alteração de identidade que obteve após a morte do pai, quando passou assinar o nome Sebastián Marroquín, conta como foi a fuga com a família para a Argentina, fala de sua profissão como arquiteto e mais recentemente como escritor. Juan também comenta passagens de seu livro “Pablo Escobar - Meu Pai: As Histórias que Não Deveríamos Saber” e de sua outra publicação “Pablo Escobar em Flagrante”.
 Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Confira as melhores frases da entrevista: 


Ele (Pablo) consumia maconha. A primeira vez que falou de drogas comigo eu tinha 8 anos. Ele colocou todas as drogas disponíveis na minha frente e falou as consequências de cada uma para eu não entrar na tentação de experimentar. Ele falou que se eu tivesse muita curiosidade em usar para falar pra ele que usaríamos juntos. Ele legalizou a droga para mim e perdi o interesse por causa disso. 

Assumi essa responsabilidade moral de pedir perdão pelos crimes do meu pai. Minha mãe e irmã escolheram ficar no anonimato. 

Eu publiquei as relações do meu pai traficando com a CIA e a DEA. Não posso falar que a instituição inteira estava vinculada a essa corrupção, mas todos aqueles que estavam ali mais perto estavam envolvidos. (sobre seus livros) 

Já estive na cadeia pelo meu sobrenome e não por coisas que eu fiz. 

Na série eu sou tipo Benjamin Button. (sobre ser retratado como uma criança na série “Narcos”, quando na verdade já tinha 16 anos quando seu pai faleceu) 

Víamos o jornal e ele me dizia “isso eu fiz” e “isso não” (sobre os crimes cometidos). Ele (pai) acabava confidenciado coisas pra mim. 

Na primeira vez ele me disse que era comerciante. Na segunda disse: “eu sou bandido e é isso que eu faço”. (sobre o pai falar a verdade para ele sobre como ganhava dinheiro) 

Perguntei para meu pai um dia e ele disse que não fazia ideia de quanto dinheiro tinha. 

Era uma bolha. Estávamos totalmente isolados do mundo real. (sobre sua vida até a morte do pai) 
Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Quando ele (Pablo) morreu começamos do zero. Fui pedir um hambúrguer e pegar um ônibus pela primeira vez na Argentina. Meu pai deixou muito dinheiro, mas quando ele morreu todos os cartéis inimigos de droga vieram atrás desse dinheiro com uma arma na mão. Recomeçamos (financeiramente) com uma ajuda da família da minha mãe. 

Você não ia nem reconhecer se o visse num momento de família. Me falava de valores humanos, respeito, me falava para não consumir drogas. Era uma grande contradição. (sobre o comportamento de Pablo em família) 

Eu tinha 30 motos. Acho que mais. Andava desde criança, 4, 5 anos. Meu pai me ensinou e eu adorava motos. 

Acho que é um produto de entretenimento. Não traz muitos benefícios pra sociedade e está glamourizando a história do meu pai. Tem uma geração de jovens que querem ser como meu pai. (Sobre a série “Narcos”) 

Não sou contra contar histórias, sou contra contar com uma apologia. (Sobre a série “Narcos”) 

Queriam contar a história segundo a DEA. (Sobre a série “Narcos”) 

Com todo respeito pelo trabalho como ator, em comparação com “Pablo Escobar, o patrão do mal” acho o (ator, Wagner) Moura melhor, mas o sotaque não ajudou muito. 

Eu gostaria de fazer, mas baseado nas histórias de verdade. Sem apologia ao crime ou fazer meu pai parecer um herói. (sobre fazer um filme baseado na história de seu pai) 

O extremo do amor foi o dia em que ele morreu para salvar sua família. Não tenho dúvidas. Durante anos ele foi o homem mais procurado do mundo e nunca usou telefone para se comunicar com a família. No dia de sua morte, usou o telefone 7 vezes. Eu desligava para protege-lo e ele voltava a ligar. 

Aproveitei sim, curti. Gastei meio milhão uma vez nos Estados Unidos, talvez mais. (sobre ter aproveitado o dinheiro do pai enquanto ele era vivo)

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